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Adoção de IA nas empresas começa pela liderança #LideraSamba

  • há 8 horas
  • 4 min de leitura

Existe um movimento curioso acontecendo nas empresas. Todo mundo já entendeu que inteligência artificial pode melhorar produtividade, organização de dados e tomada de decisão. Isso já não é mais debate. O que ainda não virou realidade é o uso consistente no dia a dia.


Na prática, o que se vê são iniciativas pontuais, testes isolados e, no restante da operação, os mesmos processos de sempre. E, em muitas áreas, isso começa da forma mais clássica possível: uma planilha.


A rotina de quem vive a planilha


Quem trabalha com People, financeiro, atendimento ou operações conhece bem esse cenário. A planilha começa simples. Uma aba, alguns campos, uma tentativa de organizar informação que antes estava dispersa. Com o tempo, ela cresce.


Ganha novas abas, novas colunas, validações, filtros. Começa a ter códigos para categorizar respostas, cores para sinalizar prioridade, comentários para dar contexto.


E, quando você percebe, aquilo já virou quase um sistema informal, só que com um custo invisível: alguém precisa ler resposta por resposta, decidir em qual categoria cada uma entra, manter consistência na classificação, atualizar indicadores manualmente, revisar dados para evitar duplicidade e consolidar tudo para gerar uma visão minimamente clara.


Esse trabalho vai sendo absorvido no dia a dia. Só que ele consome tempo e limita o quanto a análise consegue evoluir. Quando o volume cresce, começam os atalhos. A classificação fica mais rápida, o critério diminui, a leitura perde profundidade.


Quando a planilha deixa de dar conta


No caso das escutas ativas, o ponto de partida foi exatamente esse. A planilha já existia. O processo estava organizado dentro do possível. A operação funcionava, mas exigia esforço constante para manter consistência.


Com o aumento do volume e a necessidade de olhar para os dados com mais frequência, ficou claro que aquele formato não sustentaria a evolução do processo. Foi nesse momento que o time decidiu dar um passo além.



A evolução: de planilha para sistema próprio


O que antes era uma planilha evoluiu para um sistema próprio, desenvolvido pelo time de People utilizando uma plataforma como o Lovable.


Na prática, isso significou sair de um modelo baseado em atualização manual para uma estrutura onde os dados já entram organizados, com regras definidas e possibilidade de análise mais consistente desde a origem.


A lógica da planilha não foi descartada, ela foi absorvida e estruturada de forma mais robusta. O que antes dependia de organização constante passou a fazer parte do fluxo.


Onde a IA entra de forma mais clara


Com a base mais estruturada, o uso de IA ganhou outro papel. As respostas abertas passaram a ser categorizadas automaticamente, com sugestões de temas que o time valida em vez de construir do zero.


A leitura deixou de depender apenas de percepção. Ficou mais simples acompanhar frequência de temas, identificar variações ao longo do tempo e perceber quando um assunto começa a ganhar relevância.


A própria consolidação das informações também evoluiu. Em vez de montar relatórios manualmente, o time passou a trabalhar com sínteses recorrentes geradas a partir dos dados, reduzindo o trabalho operacional e melhorando o ponto de partida para análise.


O papel da liderança nesse processo


Esse tipo de evolução dificilmente acontece de forma espontânea. No caso aqui, a mudança começou quando a liderança decidiu se envolver diretamente no processo.


Antes de direcionar o time, houve um movimento de entender o problema, testar possibilidades em outros controles internos e explorar como a IA poderia ajudar na prática. A partir disso, esse caminho foi compartilhado com o time, trazendo exemplos concretos de aplicação no dia a dia.


Com esse contexto, o próprio time passou a explorar o uso da IA dentro do processo de escutas ativas. A evolução da solução veio daí.


O que antes era uma planilha foi transformado em um sistema simples, desenvolvido pelo próprio time utilizando uma plataforma como o Lovable, já com uma lógica mais estruturada desde a origem.


Quando isso foi compartilhado, o uso da tecnologia deixou de parecer algo distante. O time passou a enxergar onde aquilo se encaixava na própria rotina.


E, a partir daí, as próprias pessoas começaram a adaptar, melhorar e expandir o que foi construído.



O que esse caso mostra na prática


A adoção de IA dentro das empresas não depende apenas de tecnologia disponível, depende da forma como ela entra no trabalho.


Enquanto a IA for tratada como algo separado da operação, ela tende a ficar restrita a testes pontuais. Quando passa a fazer parte do fluxo, mesmo em processos simples, ela começa a ganhar escala.



No fim, o movimento é mais simples do que parece


O que começou como uma planilha bem organizada evoluiu para um sistema próprio, construído pelo time a partir de uma necessidade real. A IA entrou como parte dessa evolução, ajudando a dar consistência e escala para algo que já fazia sentido.


Esse tipo de mudança não acontece porque alguém definiu uma estratégia. Ela acontece quando alguém cria o contexto, testa caminhos e dá espaço para o time construir a partir disso.


Na maioria das vezes, esse primeiro movimento vem da liderança. E, quando isso acontece, o restante do time acompanha.



Ana Elisa Lima Head de People na Samba


Ana possui mais de 13 anos de experiência em Recursos Humanos e atua de forma estratégica para conectar cultura, desenvolvimento e performance à evolução do negócio. Seu trabalho é voltado para fortalecer a área de People como parceira da liderança, contribuindo para a construção de ambientes inclusivos, leves e de alta performance. Acredita no RH como agente de transformação, especialmente em empresas em crescimento e com visão de futuro.

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