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Adoção, Responsabilidade e R$ 2 Trilhões: O Momento Decisivo da IA no Brasil | SAMBA NEWS #28

  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

À medida que a IA deixa de ser experimento e passa a tomar decisões reais, as perguntas que importam mudaram. Nesta edição da Samba News, reunimos debates sobre agentes autônomos, responsabilidade algorítmica, o impacto silencioso da automação no mercado de trabalho e o volume de capital que o Brasil está colocando sobre a mesa.


85% das empresas querem ser "agênticas", mas 76% admitem que não têm estrutura para isso


A MIT Technology Review publicou na semana passada uma análise sobre o maior paradoxo da adoção de IA nas empresas hoje. Embora 85% das organizações digam querer se tornar agênticas nos próximos três anos, 76% admitem que suas operações e infraestrutura atuais não suportam essa mudança. Empresas citam falta de preparo em pessoas, processos e fluxos de trabalho.


O problema, segundo especialistas ouvidos pela publicação, é de abordagem: as empresas estão "colando" agentes de IA por cima de estruturas que já não funcionam. O CTO global de workforce consulting da PwC UK descreve o fenômeno como "adicionar fita adesiva em partes de um modelo operacional que está se quebrando". A distinção que o artigo propõe é precisa: digitalização foi a passagem do papel para o software; IA foi adicionar inteligência aos processos existentes; a transformação agêntica exige que líderes a tratem como uma mudança em nível sistêmico.


🔗 Leia o artigo completo na MIT Technology Review.



A IA está acabando com o estágio universitário?


Uma recente publicação da Bloomberg Businessweek documenta algo que muitos gestores ainda preferem não comentar: as empresas estão usando IA para fazer o trabalho que antes cabia a estagiários, desenhando assim um futuro com menos posições entry-level. O estágio sempre funcionou como um rito de passagem onde jovens aprendiam o ritmo de uma organização, construíam relações e provavam seu valor... Um rito que, aparentemente, está desaparecendo.


O impacto já é mensurável: no fim de 2025, o número de vagas de emprego nos EUA caiu para o menor nível desde setembro de 2020, e uma análise do Federal Reserve Bank de Nova York mostrou que a taxa de desemprego entre recém-formados superou a média nacional para todos os trabalhadores. Para empresas que dependem de formar talentos ao longo do tempo, a pergunta que essa reportagem coloca é incômoda: se não há mais estágio, de onde vêm os profissionais sêniores de amanhã?


🔗 Leia a publicação em detalhes na Bloomberg Businessweek.


Quem responde pelos erros da IA? Nosso fundador debate responsabilidade algorítmica nas empresas


Em um artigo publicado no IT Show, Gustavo Caetano coloca o dedo em uma questão que muitas empresas ainda preferem deixar em aberto: quando um sistema de IA causa um dano, a responsabilidade não pode ser terceirizada para o fornecedor da tecnologia. "Se você coloca uma IA tomando decisão que impacta cliente ou parceiro, você assume o risco", afirma.


O texto defende que a adoção acelerada de IA em processos sensíveis está correndo na frente da capacidade das empresas de criar estruturas mínimas de controle. Para Gustavo, a governança precisa ser simples o suficiente para funcionar no dia a dia. Sua aposta é que, em dois a três anos, transparência algorítmica será tão básica quanto política de privacidade é hoje.


🔗 Leia o artigo completo no Itshow.



Brasil vai investir R$ 2 trilhões em nuvem e IA até 2029


O Brasil deve investir até R$ 2 trilhões em tecnologias digitais entre 2026 e 2029, segundo o Relatório Setorial 2025 da Brasscom. A projeção indica que computação em nuvem e inteligência artificial serão os principais motores da expansão digital no país: a nuvem deve concentrar R$ 765,6 bilhões em investimentos no período, enquanto a IA deve receber R$ 736,6 bilhões.


O relatório também mostra que a base de conectividade já está se consolidando: em 2025, 85% da população brasileira estava conectada à internet, e o avanço das conexões entre máquinas e dispositivos ultrapassou 30 milhões de terminais no país. Para empresas que ainda tratam IA como experimento periférico, os números da Brasscom funcionam como um sinal de contexto: o mercado brasileiro já decidiu para onde vai... E o volume de capital comprometido torna esse movimento irreversível.


🔗 Leia mais na Exame.




A inovação não para... e a gente também não. Fique de olho na próxima edição da Samba News para ficar por dentro do que está movendo o ponteiro nas empresas!


Até lá! 👋

 
 
 

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