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SambaTalks T09E03 com Rodrigo Schiavini, CRO da Magalu Cloud

  • 23 de abr.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 30 de abr.


No novo episódio do SambaTalks, Gustavo Caetano conversa com Rodrigo Schiavini, CRO da Magalu Cloud, sobre decisões que estão no centro da estratégia tecnológica das empresas. A conversa percorre desde sua trajetória empreendedora até a construção de uma cloud brasileira, passando por eficiência operacional, inteligência artificial e o futuro das aplicações.


A Magalu Cloud surge a partir de uma necessidade concreta. Antes de chegar ao mercado, a estrutura foi criada para atender a própria operação da empresa, que precisava lidar com crescimento acelerado, aumento de complexidade e pressão constante por eficiência. Esse ponto ajuda a entender por que determinadas soluções ganham consistência ao longo do tempo. Elas são moldadas por uso real, volume e restrições que não aparecem em ambientes controlados.


Quando a infraestrutura entra na equação do negócio


Ao longo do episódio, Rodrigo aprofunda como decisões de infraestrutura impactam diretamente o desempenho do negócio. Em muitos casos, o custo de cloud compromete uma parcela relevante da receita, o que reduz margem e limita novos investimentos.


A construção de uma alternativa local responde a esse cenário considerando fatores específicos do Brasil. O custo em moeda local reduz exposição a variações cambiais. A proximidade física entre servidor e usuário final diminui latência e melhora o tempo de resposta das aplicações. A utilização de máquinas mais recentes também influencia a performance, principalmente em ambientes que exigem processamento contínuo.


Esses elementos combinados afetam diretamente a experiência do usuário e, consequentemente, indicadores como conversão e retenção.


Autonomia operacional em uma estrutura de grande escala


Outro ponto que aparece com força na conversa é o modelo organizacional da Magalu.


Mesmo com uma estrutura ampla, a empresa mantém unidades de negócio com autonomia suficiente para tomar decisões rápidas e evoluir seus próprios produtos.


Essa dinâmica permite testar, ajustar e implementar melhorias com mais velocidade, sem depender de processos centralizados para cada mudança. Ao mesmo tempo, áreas sensíveis, como segurança, seguem diretrizes comuns a toda a organização, garantindo

consistência onde ela é necessária.


Um equilíbrio entre autonomia e governança que sustenta a capacidade de inovar sem perder controle.


O impacto da IA no desenvolvimento de software


A inteligência artificial já está incorporada ao processo de desenvolvimento dentro da empresa. Rodrigo comenta como ferramentas baseadas em linguagem natural e agentes especializados vêm acelerando a criação de aplicações e reduzindo o tempo necessário para validar ideias.


A velocidade de construção aumentou de forma significativa, o que muda a dinâmica de experimentação. Projetos que antes levavam meses podem ser estruturados em dias ou até horas. Ao mesmo tempo, a manutenção e evolução dessas aplicações continuam exigindo atenção. A complexidade não desaparece, ela apenas muda de lugar.


Esse novo contexto amplia o acesso ao desenvolvimento, mas também exige mais critério na definição de arquitetura, segurança e continuidade.


Infraestrutura local e contexto brasileiro


A discussão sobre cloud brasileira traz uma camada adicional importante. Pensar infraestrutura a partir da realidade local envolve mais do que localização geográfica. Inclui aspectos como custo operacional, conectividade, regulação e proximidade com o usuário.


Empresas que operam no Brasil tendem a se beneficiar de soluções construídas dentro desse contexto, especialmente quando lidam com aplicações sensíveis à performance ou com grandes volumes de dados. A combinação entre custo, velocidade de resposta e suporte local cria um ambiente mais previsível para operação e crescimento.


Aprendizados de uma trajetória empreendedora


Além da construção da Magalu Cloud, o episódio traz reflexões sobre a trajetória do Rodrigo como empreendedor. Ele compartilha como a segunda empresa que fundou partiu de uma leitura mais clara de mercado, com foco em uma dor específica e potencial de escala.


A escolha de atuar em um espaço menos competitivo, somada ao uso de dados para evoluir o produto, permitiu crescimento acelerado. Esse aprendizado se conecta diretamente com o que ele aplica hoje dentro da Magalu, onde a construção de soluções parte de problemas concretos e evolui a partir do uso contínuo.


O que esse episódio coloca em perspectiva


Infraestrutura deixou de ser um tema restrito ao time técnico. Ela influencia custos, desempenho, experiência do cliente e capacidade de inovar. Ao mesmo tempo, a forma como produtos são construídos continua sendo um fator determinante para o resultado.


Soluções que nascem dentro da operação carregam uma leitura mais próxima da realidade. Quando essa base se combina com tecnologia e escala, o resultado tende a ser mais consistente.



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