SambaTalks T09E04 com Rodrigo Anunciato, Diretor de Marketing e Novos Negócios do Poliedro
- 7 de mai.
- 4 min de leitura
A inteligência artificial já entrou na rotina de milhões de pessoas. Ela responde perguntas, organiza tarefas, resume reuniões, cria apresentações, revisa textos e automatiza processos que antes consumiam horas de trabalho humano. Em um cenário como esse, uma pergunta começa a ganhar força dentro do mercado de educação: o que significa aprender em um mundo onde as respostas estão cada vez mais acessíveis?
Esse foi um dos temas centrais do novo episódio do SambaTalks, que recebeu Rodrigo Anunciato, Diretor de Marketing e Novos Negócios do Poliedro, para uma conversa sobre educação, tecnologia, criatividade e comportamento em uma era guiada por IA.
Ao longo do episódio, Rodrigo compartilha aprendizados construídos em uma trajetória pouco convencional, que passou por Kodak, Natura, Hering e Evino antes de chegar ao Poliedro, hoje uma das maiores referências em educação do país, com mais de 250 mil alunos e centenas de escolas parceiras espalhadas pelo Brasil.
Inovação começa pela dor, não pela tecnologia
Um dos pontos mais interessantes da conversa surge quando Rodrigo comenta sobre o desafio de inovar em um setor naturalmente mais sensível e conservador como a educação.
Para ele, inovação não nasce da vontade de usar tecnologia nova e sim da necessidade de resolver problemas reais.
No caso da educação, isso exige entender profundamente a dinâmica da sala de aula, os desafios dos professores, o comportamento dos alunos e as expectativas das famílias.
Rodrigo explica que o Poliedro vem trabalhando a inovação a partir desse olhar mais prático. Antes de pensar em ruptura, o foco está em identificar onde existem atritos, dificuldades ou oportunidades reais de melhoria dentro da experiência de aprendizagem.
Essa visão também muda a forma como a IA é aplicada.
Em vez de começar pelo aluno, o Poliedro decidiu iniciar sua jornada de inteligência artificial olhando para o professor. A lógica é simples: não adianta construir ferramentas sofisticadas se quem conduz a experiência dentro da sala de aula não estiver engajado com aquilo.
Foi desse raciocínio que nasceu o Cosmos, plataforma de IA da companhia voltada para apoiar o dia a dia dos professores, ajudar na construção de aulas mais interativas e melhorar o engajamento dos alunos.
O papel do professor muda, mas nunca desaparece
Ao falar sobre o futuro da educação, Rodrigo evita previsões exageradas sobre salas de aula totalmente automatizadas ou professores substituídos por robôs.
Na visão dele, o papel humano tende a se tornar ainda mais importante nos próximos anos.
O acesso à informação já deixou de ser o principal diferencial. Hoje, qualquer pessoa consegue encontrar conteúdos, aulas e respostas em poucos segundos. O desafio passa a ser outro: despertar curiosidade, senso crítico, criatividade e repertório.
Por isso, Rodrigo acredita que o professor ocupará um papel cada vez mais estratégico dentro da educação. Não apenas como transmissor de conteúdo, mas como alguém capaz de provocar reflexão, estimular debate e ajudar os alunos a navegar em um ambiente saturado de informação.
Durante o episódio, ele comenta que a IA pode ser usada como parceira no aprendizado, inclusive como ferramenta de debate e construção de pensamento crítico. Mas alerta para um risco importante: o uso passivo da tecnologia.
Segundo Rodrigo, o problema não está na IA em si, mas na preguiça cognitiva que ela pode incentivar quando utilizada sem intenção, contexto ou reflexão.
O marketing da educação também mudou
Outro tema forte da conversa é a transformação do marketing dentro do setor educacional.
Rodrigo explica que o marketing deixou de ser apenas branding ou comunicação institucional. Hoje, ele está diretamente conectado a dados, posicionamento, vendas e construção de produto.
No Poliedro, isso passa por um trabalho profundo de definição de ICPs, entendimento de personas e análise constante de comportamento de mercado.
Ao longo do episódio, ele mostra como a educação possui diferentes perfis de alunos, famílias e escolas, o que exige propostas de valor muito mais específicas.
Essa visão também influencia a construção de novos negócios dentro da companhia. Rodrigo conta que o Poliedro estruturou áreas dedicadas a olhar transversalmente para cada solução da empresa, garantindo alinhamento entre marketing, pedagógico, comercial e experiência do usuário.
Curiosidade pode ser a habilidade mais importante da próxima geração
Perto do fim da conversa, o episódio entra em um debate mais amplo sobre comportamento humano na era da IA.
Gustavo Caetano levanta uma preocupação importante: o risco de uma geração excessivamente dependente da tecnologia para pensar, criar e resolver problemas.
Rodrigo concorda que esse é um desafio real, mas acredita que existe uma habilidade capaz de equilibrar esse cenário: a curiosidade.
Na visão dele, despertar o desejo de aprender continuará sendo um dos papéis mais importantes da educação. Porque, em um mundo onde as respostas estão disponíveis o tempo inteiro, a diferença estará cada vez mais na capacidade de fazer perguntas melhores.
E talvez esse seja um dos principais aprendizados do episódio inteiro: em uma era guiada por inteligência artificial, repertório humano, criatividade e pensamento crítico continuam sendo ativos insubstituíveis.
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